A densitometria óssea é um exame de radiologia que mede, com rapidez e precisão, a densidade dos ossos; seu resultado é comparado com padrões clínicos para idade e sexo do paciente.
É utilizada principalmente para diagnosticar quadros de osteopenia ou de osteoporose, doenças nas quais a densidade e a quantidade de minerais são baixas, sendo assim alto o risco de fraturas. A osteopenia é uma afecção óssea na qual os ossos perdem estes minerais e têm menor densidade, o que os torna mais frágeis. Quando a perda óssea é grave, a afecção se chama osteoporose.
Os objetivos do exame são:
• Avaliar o grau de osteoporose.
• Indicar a probabilidade de fratura.
• Possibilitar a obtenção da curva de perda óssea através do tempo (quando a avaliação é feita periodicamente).
• Auxiliar no tratamento médico.
O exame está indicado em mulheres em fase de pré-menopausa, menopausa, pós-menopausa, em regime de reposição com hormônios estrógenos, e também nos indivíduos em uso de hormônios tireoidianos, corticosteróides, e medicamentos anticonvulsivantes.
Nas crianças, está indicado quando há necessidade de acompanhamento do desenvolvimento ósseo, em doenças osteometabólicas, e ocasionalmente em regimes dietéticos para emagrecimento.
Atualmente, a técnica padrão para determinar a densidade óssea é chamada densitometria por DEXA (dual-energy X-ray absorptiometry). A densitometria por DEXA é simples e indolor, e leva de dois a quatro minutos para ser realizada.
A máquina mede a densidade óssea detectando a extensão na qual os ossos absorvem fótons, que são gerados por níveis baixos de raios X (Fótons são partículas atômicas sem carga). As medidas da densidade mineral óssea são geralmente reportadas na concentração média de cálcio, nas áreas escaneadas pelo aparelho. A densidade óssea é mais comumente medida no quadril, do que na coluna ou punho.
A densitometria óssea da coluna também pode ser medida, observa-se, entretanto, que este exame em idosos pode ser enganoso, pois pode apresentar valores maiores que os reais, devido à compressão das vértebras por alterações secundárias a quadros de artrite. Por isso, as medidas de densidade podem se apresentar como normais ou elevadas, mas os pacientes podem estar sob risco de fratura.